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A rapariga do autocarro

18
Mai21

HOLODOMOR - sabem o que foi?


Holodomor

08 Maio 2021 / DN

António Araújo

Opinião



Em Abril de 1933, Georges Simenon visitou Odessa. Quando iniciou o seu périplo pela "Europa em crise", já tinha ganho fama com as histórias policiais do comissário Maigret, surgidas pouco antes, com um alucinante ritmo de publicação. Agora, nas vestes de repórter, entrevistará gente famosa - Gandhi, Hitler, Mussolini, Trotsky - e conhecerá ambientes e lugares que lhe servirão de matéria-prima para os seus romances, entre os quais Les Gens d'en Face, cuja personagem feminina principal, Sonya, se inspirou quase a papel químico numa Sonya de carne e osso, a agente da Intourist que os soviéticos colocaram como sua controleira, a vigiar-lhe os passos e a tentar impedir que o escritor-jornalista testemunhasse as tragédias em curso naquela república. Sonya falhou a missão e, nas páginas do Le Jour, Simenon acabou por publicar 23 reportagens a que deu o título "Peuples qui ont faim", onde descreveu a situação dramática dos pequenos camponeses, os kulaks, aos quais, segundo ele, "nada mais restava senão morrer".



Pela mesma altura, Sergio Gradenigo, o cônsul italiano em Carcóvia, reportava que, nessa cidade, uma das maiores da Ucrânia, os pais tinham adoptado o hábito de levarem e trazerem as crianças das escolas, proibindo-as de andarem sozinhas pelas ruas. O motivo? Medo de que fossem caçadas, mortas e comidas pela multidão esfaimada que rondava por perto. "Os filhos dos dirigentes do partido e da OGPU [a polícia política] são os mais procurados, porque têm melhores roupas", escreveu, acrescentando uma frase breve, arrepiante: "O comércio de carne humana é cada vez mais intenso."



Pela mesma altura, o cônsul de Itália em Kiev espantava-se pela proliferação de lojas Torgsin por toda a Ucrânia e relatava que, em breve, elas iriam começar a aceitar artigos de joalharia, além do ouro e da prata que já compravam a quem lhos vendesse. O regime necessitava desses metais preciosos para adquirir bens no exterior, bastando referir que, entre 1932 e 1935, os anos da Grande Fome, um quinto das importações soviéticas de maquinaria e matérias-primas foi pago com o que o Estado arrecadou nas lojas Torgsin a troco de alimentos básicos, que escasseavam em toda a parte. Para o Kremlin, a fome era um fabuloso negócio.



Outro italiano, cônsul em Odessa, notara também um fenómeno estranho, em meados do ano anterior: não havia óleo vegetal na cidade, mas quer este, quer as sementes para o produzir, continuavam a ser exportados em grandes quantidades para o Ocidente, saindo de navio pelo mar Negro.



Tudo isto - a fome e o canibalismo, a miséria e a extorsão, o incomensurável sofrimento de milhões de seres humanos - foram consequências de uma política deliberada e planeada, como, sem margem para dúvidas, demonstrou a historiadora Anne Applebaum em Red Famine. Stalin's War on Ukraine, um relato arrasador das grandes fomes ucranianas dos anos 1930, conhecidas por "Holodomor", que à letra significa isso mesmo, "matar pela fome".



Ao longo dos séculos, a tragédia maior da Ucrânia sempre foi a sua "terra negra", como lhe chamou Heródoto, os solos de uma fertilidade extrema, capazes de darem duas colheitas por ano. A situação geográfica do país, entalado entre dois gigantes, a Polónia e a Rússia (não por acaso, "Ucrânia" significa "fronteira"), tornou-o um território disputado e esquartejado desde tempos imemoriais. Agora, que tanto se fala - e bem - dos dramas da dominação colonial, é oportuno evocar o colonialismo russo na Ucrânia, lembrando que em 1876, já no tempo dos czares, Alexandre II proibiu o uso da língua ucraniana em livros e em jornais, nos teatros, nos libretos das óperas e que a política estalinista lançada em 1932 não visou apenas a colectivização da terra, mas a "des-ucranização" do país, com a prisão e a condenação à morte de historiadores e académicos, a proscrição, em Janeiro de 1933, do ensino da história, da língua e da literatura nacionais, com o encerramento de universidades e bibliotecas (40 funcionários da Biblioteca Nacional foram presos por serem "nacional-fascistas"), a liquidação e a purga de academias científicas (a Academia de Ciências Agrárias perdeu 90% dos seus corpos directivos), o banimento de mais de 200 peças de teatro e, a seguir, de milhares de livros, a destruição de milhares de templos (só em Kiev foram arrasadas 69 igrejas entre 1934 e 1937), a demolição de monumentos e locais de culto (os cemitérios judaico e ortodoxo de Kiev foram destruídos em 1935), a revisão da grafia e dos dicionários.



A colectivização procurou destruir os pequenos proprietários rurais, os kulaks, mas pretendeu, acima de tudo, exaurir a riqueza agrícola do país em benefício de Moscovo, que necessitava em absoluto de exportar ao máximo o que a Ucrânia produzia para, em troca, obter do Ocidente a maquinaria e a tecnologia essenciais para a mecanização da economia soviética. Entre 1929 e 1931, as exportações de cereais para a Alemanha triplicaram e, em Setembro de 1930, o comité central do partido comunista chegou mesmo a discutir se deveria aumentar ainda mais as exportações de cereais para a Itália fascista, com a qual mantinha boas relações de comércio, prova provada de que os interesses e o vil metal não conhecem ideologias nem princípios. Por detrás de tudo isto, existiam também razões de geopolítica: Estaline estava convencido de que, se conseguisse inundar a Europa com cereais e bens agrícolas a preços artificialmente baixos, iria desestruturar fatalmente as economias capitalistas do Ocidente.



Por sua indicação pessoal, o Politburo decidiu, em Dezembro de 1931, que 80% das explorações agrícolas deveriam ser colectivizadas e, apesar dos evidentes sinais de fome e de miséria, foram impostas mirabolantes metas de produção às novas unidades colectivas. Aqui começou a tragédia. A autocracia e o terror impediam as estruturas regionais do partido ou quem quer que fosse de advertir Moscovo para o irrealismo dos objectivos: quem ousasse duvidar era morto ou deportado. E, quando o monumental fracasso do projecto se tornou inegável, as culpas nunca poderiam ser atribuídas à colectivização acelerada. Esta era um projecto pessoal de Estaline, no qual o ditador se empenhara a fundo, por vezes em confronto com os seus camaradas do comité central, que a todo o momento aguardavam um deslize seu para, se possível, defenestrá-lo. Admitir um falhanço na Ucrânia era um risco político que o líder soviético não podia correr, tanto mais que, sempre paranóico e conspirativo, estava convencido de que o marechal Pilsudski sonhava reabrir a guerra polaco-soviética, terminada em 1921 com a Paz de Riga.



Assim, quando a polícia secreta deu conta dos primeiros sinais de fome na Ucrânia, ainda no Verão de 1930, quando surgiram relatos de que os camponeses estavam a comer as rações dos cavalos e que muitas lojas das cidades começaram a ser pilhadas, a ordem não foi para arrepiar caminho, retroceder para pensar, mas, pelo contrário, para aumentar o ritmo do desastre. Não podendo ser atribuídas a Estaline, responsabilizaram-se as próprias vítimas, culpando-se os kulaks pela miséria reinante, inventando e matando milhares de "sabotadores", "traidores" e "inimigos do povo". O pior, contudo, poderia ter sido evitado, ainda na Primavera de 1932, se Estaline tivesse dado ouvidos aos relatórios a cada dia mais aterradores, se tivesse escutado os apelos de alguns líderes do PC ucraniano para aliviar as metas de produção e auxiliar o povo que morria à fome. Perante a indiferença de Moscovo, um dos mais importantes dirigentes comunistas do país, Mykola Skrypnyk, suicidou-se em 1933, não sendo um caso isolado. Fornecer ajuda humanitária aos famintos da Ucrânia implicaria reconhecer o erro, coisa que Estaline e o seu círculo próximo (Molotov e Kaganovich, em especial) jamais poderiam admitir, até por razões de sobrevivência política.



A tragédia maior ocorreu na Primavera e no Verão de 1933. Nos campos, comeu-se tudo o que mexia: cavalos, cães e gatos, sapos e rãs, insectos, vermes rastejantes - e outros seres humanos. Antes de tombarem de inanição, com corpos translúcidos que chegavam a deixar ver os órgãos internos e os seus batimentos, os camponeses deambulavam pelas estradas, ferviam e comiam o couro dos sapatos e dos cintos, devoraram a palha dos telhados das casas, as cascas das árvores, revolviam sepulturas à procura de cadáveres de crianças, de carne mais tenra. Em Março, um relatório da OGPU da província de Kiev dizia que o canibalismo se tornara "um hábito", com mais de dez casos reportados por dia (os números reais eram, obviamente, muito superiores, como a própria OGPU reconheceu). Houve pais que mataram os filhos para comê-los, e vice-versa, famílias inteiras que devoraram os avós, vizinhos que massacraram vizinhos. Em certas regiões, chegou-se ao mais surreal dos limites, com a polícia secreta a considerar que alguém estar vivo era, em si mesmo, um sinal suspeito, um indício de que o sobrevivente tinha alimentos roubados ou escondidos em casa; ou, o que não era improvável, que tinha comido os membros da sua família ou os seus vizinhos. Nos orfanatos das cidades, a abarrotar de crianças, a taxa de mortalidade chegou aos 30%, mas talvez a estatística mais cruel seja a da desigualdade e da injustiça: enquanto milhões morriam à fome, os funcionários do partido e da polícia política e os operários das indústrias continuaram a receber sem falhas os seus cupões de racionamento, o que fez que 40% da população arrecadasse 80% do contingente alimentar de todo o país.



Entre mortes directas e indirectas (v.g., 600 mil crianças que não nasceram), os demógrafos estimam que a tragédia da Ucrânia de 1932-1933 fez entre 4 e 5 milhões de vítimas. Dos 3,9 milhões de mortes directas, 3,5 milhões tiveram lugar nos campos e 90% dos óbitos concentraram-se num só ano - o cruel 1933 -, particularmente em apenas três meses, Maio, Junho e Julho. Uma rapariga nascida na Ucrânia em 1933 tinha uma esperança de vida de oito anos e um rapaz tinha uma esperança de vida de cinco anos.



Em 1937, quando a URSS lançou o seu primeiro censo em 11 anos, as projecções apontavam para que o total da população soviética fosse de 170 milhões. Quando os números chegaram a Moscovo, eram muito inferiores, 162 milhões. Oito milhões de pessoas foram dadas como "desaparecidas".

O director do instituto de estatística da URSS, Ian Kraval, foi preso e executado, assim como centenas de funcionários seus e todos os que tivessem tido acesso aos números originais. O censo foi abolido e, em 1939, os novos técnicos, entretanto nomeados, fizeram malabarismos para chegar aos números pretendidos (no Cazaquistão, por exemplo, 350 mil mortos foram dados como vivos). Antes sequer de saber dos resultados do novo censo, em Março de 1939, no 18.º Congresso do Partido, Estaline anunciou triunfal que a URSS atingira o número mágico de 170 milhões de habitantes. Ninguém piou.

 

Não é para avivar ressentimentos, apenas para que nunca esqueçam!

A história tede a repetir-se!!

17
Mai21

Neta de bruxa parte 3

"Sabe aquela mulher que prepara um chá de camomila pra você dormir melhor?
E aquela que te dá conselho, ora berrando, ora sussurrando?
E aquela que medita?
Conhece alguma que gosta de rezar pro anjo da guarda?
Ou alguma que envia Reiki, Prana, Deeksha, Bolas de luz, Good vibes, Passes?
E as que olham pras estrelas e vêem constelações e algo mais, você conhece?
E as que tem afinidades com pedras?
E com águas?
E que andam descalças no mato?
Tem alguma amiga que fecha os olhos quando sente o vento?
E sua mãe tem uma mão ótima pra plantas?
E sua tia faz um chocolate quente que parece que te aquece a alma?
Ah, a sua avó faz sapatinhos de tricô que as tramas parecem pétalas de uma florzinha?
E tem também a colega de trabalho estranha que adora tomar banho de chuva......
E claro, não podia faltar né? Aquela que com 10 euros sabe misteriosamente fazer a multiplicação ao ponto de conseguir comprar sapato novo em pleno final de mês....
ninguém entende isso.....
Pois é.... TUDO BRUXA” - 
.
🧙🏻‍♀️🍃 Bruxa é aquela mulher que aprendeu a ouvir sua voz interior e a se reconhecer como parte da natureza e de tudo o que há no Universo. -

Sim, faço isto tudo!!!

@terapia_interior

16
Mai21

Coisas de Bruxa # 4

O poder das Plantas.

Confesso-me uma apaixonada pela fitoterapia, ando sempre à procura da melhor planta para isto ou para aquilo. 

Durante a leitura da série Outlander sempre que a Claire está a manipular os seus "medicamentos" e fazendo referência às plantas que está a usar gosto de ir ao Google ver que planta é para que serve!

Curmuma, não pode faltar em minha casa, uso sempre nos ovos mexidos e em estufados, e claro no Golden Milk.

 

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No Plano espiritual

 

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15
Mai21

A felicidade onde está?

 

..."A glândula timo está associada ao poder da intenção, da coragem e da autoafirmação. Bater nela com os nós dos dedos da mão fechada produz uma ressonância muito positiva. Por isso, tanta gente sem saber disso bate no peito diante de uma vitória, ou toca esse ponto para afirmação da sua identidade. Já reparou?

Pela manhã, após acordar, bater no timo é favorável. Tudo isso adianta muito se você compreender o PODER DA INTENÇÃO, pois uma palavra de poder é nada sem a sua profunda, muito profunda e forte intenção.

Um exemplo, é quando você usa a palavra chispa e produz um som sibilante - "chissssssspa" - tanto para afastar o que te incomoda, quanto para atrair o que precisa, conforme o uso na glândula timo.

Não é o "poder da palavra", e, sim, o poder magnético da sua intenção movendo as palavras. É a sua força oculta por trás da oculta força, tanto que ninguém vê e poucos percebem o poder da sua força, tantas vezes, nem mesmo você está consciente dessa força. E segue, às vezes, negativado pelos medos.

Você move o seu poder e o Universo responde através de novos sentimentos, novas ideias, novas pessoas, novos eventos. Bater no timo e usar palavras como chispa divina, gradualmente acorda no seu Inconsciente o poder de atrair a coragem, o bom, o bem e o belo. Pratique todos os dias, todos os dias e verá." - J. C. Alarcon 

 

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timo e suas emoções

... "A sensação de bem-estar sempre foi atribuída ao equilíbrio da cabeça e do coração. Quando alguém está triste ou com medo, tende a sentir o coração apertado; na alegria ele se acelera e bate mais forte. Em momentos como euforia ou paixão, ele dispara. O que poucos sabem é que o corpo humano possui uma glândula (?) localizada dentro do peito, bem na projeção daquele lugar mostrado quando dizemos “eu”, apontada como a responsável por esses sentimentos. Essa glândula é o Timo, chamada às vezes de “glândula da felicidade”.

Embora continue sendo um tanto desconhecida, estudos apontam essa glândula como a verdadeira responsável pelos nossos sentimentos. De acordo com pesquisas, ela cresce quando estamos contentes e encolhe pela metade quando nos estressamos ou adoecemos. Além de produzir células de defesa, o timo é muito sensível a imagens, cores, cheiros, sons, palavras ou sentimentos. Pensamentos positivos agem profundamente sobre ele, então, quando estamos felizes somos menos suscetíveis a ficar doentes e, ao contrário, quando estamos tristes ficamos mais suscetíveis a ficar doente. Pensamentos negativos são tão deletérios sobre o timo quanto os vírus.

O detalhe curioso é que o timo fica encostado no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito, etc. “Fiquei de coração apertadinho", por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.

Mas provavelmente sempre houve um reconhecimento intuitivo das relações entre o Timo e as emoções. Sempre se pensou que as emoções estavam localizadas no peito. Palavras como tímido, timidez, temor parecem ter algo a ver com o Timo..."

 

14
Mai21

Neta de Bruxa parte 2

"Não foram as bruxas que queimaram.
Foram mulheres.
Mulheres que eram vistas como:
Muito bonitas,
Muito cultas e inteligentes,
Porque tinham água no poço, uma bela plantação (sim, sério),
Que tinham uma marca de nascença,
Mulheres que eram muito habilidosas com fitoterapia,
Muito altas,
Muito quietas,
Muito ruivas,
Mulheres que tinham uma forte conexão com a natureza,
Mulheres que dançavam,
Mulheres que cantavam,
ou qualquer outra coisa, realmente.
Qualquer mulher estava em risco de ser queimada nos anos 1600.
Mulheres eram jogadas na água e se podiam flutuar, eram culpadas e executadas. Se elas afundassem e se afogassem, eram inocentes.
Mulheres foram jogadas de penhascos.
As mulheres eram colocadas em buracos profundos no chão.
Por que escrevo isso?
Porque conhecer nossa história é importante quando estamos construindo um novo mundo.
Quando estamos fazendo o trabalho de cura de nossas linhagens e como mulheres.
Para dar voz às mulheres que foram massacradas, para dar-lhes reparação e uma chance de paz.
Não foram as bruxas que queimaram.
Foram mulheres." - Fia Forsström.
“Não foram bruxas, não eram bruxas...
O que é ser bruxa?
Porque o termo ainda hoje é demonizado?
Todas as vezes que nós mulheres nos conectamos com nossa sabedoria, com o amor e o poder de curar, somos chamadas de bruxas.
Somos desencorajadas a prosseguir...
As pessoas sentem medo, ficam desconfortáveis quando uma mulher está disposta a se colocar a serviço do amor e deixar que isso a cure e cure a todos que precisarem.
Não é conveniente que sua Luz acorde a Luz de outras pessoas e que todas elas percebam que a salvação é reconhecer o Divino em si.
A Luz veio ao mundo através de uma mulher...
A vida chega através de nós ...
Deixo aqui uma reverência a mulher forte, a mulher frágil, a mulher que vive em você e o desejo de que ela brilhe e siga os apelos do seu coração. Assim espalharemos cura para este mundo e este tempo.”

13
Mai21

É Hoje

O dia da Espiga

esp.png

No dia 13 de Maio de 2021 celebra-se o Dia da Espiga, um costume popular que se festeja sempre na 5ª feira da Ascensão, sendo por isso móvel.

A 5ª feira de Ascensão celebra a subida de Jesus ao Céu, 40 dias depois de ter ressuscitado. Quarenta dias depois da Ressurreição, Jesus apareceu pela última vez aos seus discípulos, em Jerusalém, e levou-os ao Monte das Oliveiras. Depois de lhes ter renovado a promessa do Espírito Santo, ergueu as mãos ao céu e abençoou-os. Depois, começou a elevar-se no ar e desapareceu. Então, apareceram dois anjos a anunciar que Jesus regressaria. Os discípulos deixaram o Monte das Oliveiras e regressaram a Jerusalém.

Acredita-se que este costume nasceu de um antigo ritual cristão, de abençoar os primeiros frutos do ano.

Por ter uma ligação com a Natureza, pensa-se que este costume vem de ainda mais atrás no tempo, estando ligado a antigas tradições pagãs associadas às festas da deusa Flora que aconteciam por esta altura e às quais se mantém ligada à tradição dos Maios e das Maias.

dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque ao meio-dia, tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam".

Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais.

Cada elemento que compõe o ramo simboliza um desejo:

- A espiga = o desejo que haja pão, que nunca falte comida.
- folhas de oliveira = que haja paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). (Dantes as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite)
- Flores (malmequeres, papoilas, etc.) = que haja alegria (simbolizada pela cor das flores
- o malmequer = ouro e prata
- a papoila = amor e vida
- o alecrim = saúde e força

O ramo é guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado dentro de casa.

 

 Fonte  Aqui

11
Mai21

E por aí muitos tatuados (a)?

“Uma tatuagem contribui para novos padrões de frequências energéticas e psíquicas na pessoa, pois carrega com ela simbolismos plasmados no campo etérico da Terra. Veja, uma ancora por exemplo, é utilizada para manter embarcações paradas, mesmo que ela tenha outro significado para você, ela carregada consigo a frequência da estagnação. Símbolos como a lua, podem trazer frequências interessantes para algumas pessoas, mas não tão legal para outras, pois carrega consigo o elemento da emotividade, imagina uma pessoa que já é super emotiva, tem dificuldade em lhe dar com as emoções e tatua uma lua... por outro lado pode ser interessante para alguém que tem dificuldades de entrar em contato com as próprias emoções...tatuagem de cavalos trazem força, vontade, independência e energia, mas para alguém que já tem isso de forma demasiada em seu sistema talvez não seja adequado, se assim a pessoa entender, mas ela pode se identificar tanto com esse arquétipo que deseja mais e mais, tá tudo bem também, o legal é você entender antes de fazer! Veja, estude os símbolos antes de tatuar para ter certeza se você quer introduzir mais energia daquele símbolo na sua psiquê. Sugiro a obra de Carl Jung; O Homem e seus Símbolos. Algo interessante é que você já pode ter tatuado algo no seu corpo sem saber o simbolismo previamente, mas o seu inconsciente tem ligação direta com todos os simbolismos plasmados no campo mórfico da Terra, então seja por motivo de identificação com aquela frequência de energia, ou seja por necessidade do inconsciente buscar imprimir mais de outro tipo de energia, você fez a tatuagem que ressoava com aquele seu momento, portanto se acolha, honre a sua história e saiba que a sua escolha das ações hoje, são superiores a frequência de energia escolhida no passado, elas podem ter influência, mas não domínio sobre a sua força de decisão do agora.” 

 

Créditos @caiofecosta

10
Mai21

Sou neta de Bruxa

..."Deus te viu, Deus te criou, Deus te livre de quem para ti com mal olhou. Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo a Virgem do pranto, quebrai este quebranto!
Eu te benzo pelo nome dos que te puseram na pia, em nome de Deus e da Virgem Maria, e das três pessoas da Santíssima Trindade, eu te benzo!
Deus nosso Senhor que te cura!
Deus que te acuda nas tuas necessidades.
Se teu mal é quebranto, mal invejado, olhos atravessados ou qualquer outra enfermidade!
Se te deram no comer, no beber, no sorrir, no zombar, na tua formosura, na tua gordura, na tua postura, na tua barriga, nos teus ossos, na tua cabeça, na tua garganta, nas tuas lombrigas, nas tuas pernas! Que Deus Nosso Senhor que há de tirar, vem um anjo do céu, deita no fundo do mar onde não ouça galinha e nem galo a cantar!
Com dois puseram, com três eu tiro.
Com as três pessoas da Santíssima Trindade,
que tira quebranto e mau-olhado, pras ondas do mar, pra nunca mais voltar!
Com dois puseram, com três eu tiro.
Com as três pessoas da Santíssima Trindade,
que tira quebranto e mau-olhado, pras ondas do mar, pra nunca mais voltar!
Virgem Mãe da Conceição!
Mãe do poderoso Deus!
Tirai este mal, este quebranto do corpo de…
Deus te fez, Deus te criou. Deus perdoa, a quem mal te olhou. Em louvor à Virgem Maria, Padre Nosso e Ave Maria!
Mal do ar, mal do mar, mal do fogo, mal da Lua, mal das estrelas, mal do ponto do meio dia, mal do ponto da meia noite. Se estiveres com quebranto, mau olhado, feitiçaria e bruxaria, que em nome de Deus e da Virgem Maria, seja levado para as ondas do mar sagrado e lá desapareça!...

   Como diria o outro, " não acredito em Bruxas, mas que as há, há!" 

Já assisti a cenas nesta vida, que por mais me expliquem nunca consigo perceber....ou melhor até percebo

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