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A rapariga do autocarro

08
Mar14

Mãe do Ano # 1

O meu pequeno queimou um dedo em água a ferver e claro, rompeu num pranto:

"Mamã quero comer alguma coisa para parar de doer!"
Eu, que estava com uma lata de atum nas mãos, não vou de modas: "Queres atum?"
"SIM!!!"


E pronto atum é o ideal para queimaduras, porque resultou na perfeição!

05
Mar14

São Rosas Senhor, são Rosas!

 

Quando viajamos de autocarro temos que estar preparados para as todas as contingências!

 

Tudo ao molho, bem apertadinho e odores corporais a fluir pelos ares! Quando eu vejo um bando de pedintes romenos na paragem até tremo, já sei que a coisa não vai correr bem! 

 

Mas os piores são aqueles em que não damos por eles à primeira vista, e depois passam por nós com os anõezinhos mortos debaixo dos braços! É de ir aos vómitos. Comigo a solução é radical: sair na próxima paragem, porque tenho um estômago muito, muito fraquito! 

 

Quando se trata de indivíduos sem-abrigo já sabemos o que lá vem, o que já não se entende são aquelas pessoas que até parecem asseadas, mas que depois nem ao pé se pode chegar, tal é o cheiro a alhos misturado com ovos podres! O inverno é complicado porque não podemos abrir as janelas do autocarro, no verão o calor faz marinar ainda mais os odores que vocês podem imaginar! 

 

Um destes dias uma senhora fez o que tinha que ser feito. Quando alguém se sentou ao pé dela a cheirar a rosas, levantou-se e muito educadamente disse: 

- Olhe o senhor não devia andar de autocarro, não toma banho e ninguém consegue estar ao pé de si, por isso deixe-me sair daqui!

- Oh minha senhora, faça favor! – respondeu-lhe o velhote.

 

Mais uma cena maravilhosa que um autocarro da Carris me proporcionou!

04
Mar14

Eu e os livros.

Quem me conhece sabe que gosto de ler.

 

Tudo começou com uns livrinhos de bolso que eu comprava nas quase extintas lojas dos 300.

 

A partir daí, foi a descoberta de um “novo mundo”, literalmente. É extraordinário até onde podemos ir com um livro apenas. As novas tecnologias para ler não me conquistaram porque um livro é um livro, e o cheiro entre as folhas é qualquer coisa de mágico, por isso não consigo ler nada em suporte digital. Nada bate um livro em papel.

 

Eu escolho um livro pelo método que não se deve: pela capa. É verdade que não devemos julgar um livro pela capa, mas eu gosto de capas bonitas, portanto ainda vou caindo na esparrela e, de vez em quando, lá vai uma barretada. Odeio quando uma editora não tem um fio condutor para os livros do mesmo autor, com capas parecidas e um aspecto coerente, onde se note que é tudo da mesma “família”.  Não há coisa pior que tentar arrumar a estante por autores e ficar tudo ponta acima ponta abaixo!

 

Outra coisa que me mexe com os nervos é ter um herói  estereotipado na cabeça, conforme as indicações do próprio escritor, e vir um filme e deita tudo por terra como aconteceu com “Jack Reacher”, onde um autêntico erro de casting colocou o Tom Cruise – baixinho, cabelo e olhos castanhos e de quem, sinceramente, nunca fui grande fã! – a interpretar um herói descrito como carismático, louro, alto, de olhos azuis...  Agora os livros do Lee Child são sempre meio que “assombrados” por essa visão do Tom Cruise.

Mas a adaptação de livros ao cinema é um tema que dá pano para mangas e sobre o qual se podia escrever uma bíblia cheia de bons e maus exemplos.

São realidades demasiado distintas e mesmo que a adaptação em filme seja boa, quem leu sabe que nada substitui o prazer de o ter feito e de ter imaginado primeiro aquela história “à nossa maneira” e não pelos olhos de um realizador.

 

De todos os géneros literários talvez o fantástico seja o mais extraordinário e cativante, porque nos leva mesmo a mundos novos povoados por seres místicos e criaturas maravilhosas.

 

Tenho alguns escritores e heróis literários favoritos... é-me difícil apontar algum em particular. Haverão ainda tantos mais por descobrir!

Mas pronto, só peço que Deus me conserve as faculdades mentais até ao meu último dia, e haverá sempre uma aventura nova ao virar da página.

 

 

02
Mar14

O que é o almoço?

Todos os dias, dia após dia, é sempre a mesma pergunta.

 

O que fazer para o almoço?

 

À noite o jantar é sopa para estar sempre tudo despachadinho e pronto a comer, termine o turno às horas que terminar. Não há tempo para desvarios ao fogão, nem tão pouco se recomendam comidas pesadas, por isso sopa é mesmo a melhor opção.

 

Em relação ao almoço já experimentei a chamada “técnica infalível”: planear logo a ementa para toda a semana, fazer as respectivas compras e arranjar os ingredientes para tudo bater certo. Mas ao fim de uns dias já nada batia certo, porque afinal não nos apetecia nada daquilo que estava planeado.

 

A sina é sempre a mesma: do talho vem a carne que nos parece ter bom aspecto; da praça vêm os frescos que pareciam ter sido apanhados naquela noite; batatas, massa ou arroz... Enfim, a coisa até parece que se vai dar. E vai. Vai dar tudo na mesma: um peixe cozido com bróculos, uma carne estufada, um frango no forno... Inevitavelmente uma ementa igual à da semana passada, de há duas semanas atrás, do mês passado, do ano passado...

Oh pá, para fada do lar falta-me muito! Eu e o fogão temos uma relação que bem precisa de terapia… Talvez aconselhamento conjugal, para a coisa funcionar!

 

Depois ainda pratico o sadomasoquismo que é ser fã de programas de culinária, especialmente do Masterchef (Australia), que para mim é o melhor de todos. E ali fico eu a ver aquela gente a cozinhar como quem  vai ali à torneira buscar um copo de água. Pratos mais ou menos exóticos e elaborados, completamente fora desta “rotina instalada” da nossa cozinha, alimento só para os olhos, infelizmente, que me deixam o palato a salivar. Então a temporada que eles fizeram com putos é de uma pessoa se esconder com vergonha dos cães! Aqueles australianos já nascem com uma colher de pau nas mãos!

 

Enfim a saga continua….

 

 

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