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A rapariga do autocarro

05
Mar14

São Rosas Senhor, são Rosas!

 

Quando viajamos de autocarro temos que estar preparados para as todas as contingências!

 

Tudo ao molho, bem apertadinho e odores corporais a fluir pelos ares! Quando eu vejo um bando de pedintes romenos na paragem até tremo, já sei que a coisa não vai correr bem! 

 

Mas os piores são aqueles em que não damos por eles à primeira vista, e depois passam por nós com os anõezinhos mortos debaixo dos braços! É de ir aos vómitos. Comigo a solução é radical: sair na próxima paragem, porque tenho um estômago muito, muito fraquito! 

 

Quando se trata de indivíduos sem-abrigo já sabemos o que lá vem, o que já não se entende são aquelas pessoas que até parecem asseadas, mas que depois nem ao pé se pode chegar, tal é o cheiro a alhos misturado com ovos podres! O inverno é complicado porque não podemos abrir as janelas do autocarro, no verão o calor faz marinar ainda mais os odores que vocês podem imaginar! 

 

Um destes dias uma senhora fez o que tinha que ser feito. Quando alguém se sentou ao pé dela a cheirar a rosas, levantou-se e muito educadamente disse: 

- Olhe o senhor não devia andar de autocarro, não toma banho e ninguém consegue estar ao pé de si, por isso deixe-me sair daqui!

- Oh minha senhora, faça favor! – respondeu-lhe o velhote.

 

Mais uma cena maravilhosa que um autocarro da Carris me proporcionou!

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