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A rapariga do autocarro

16
Set14

E se fosse assim...

Por 200 anos que viva nunca vou perceber isto da colocação dos professores e da falta de médicos!

 

Se fosse eu que mandasse, isto acabava em menos de um fósforo!

 

Cá para mim, as colocações eram feitas conforme a nota final de curso e anos de trabalho. Se um individuo quer lecionar num agrupamento, candidata-se e fica dependente se há vagas ou não, não havendo vai para onde as há. Depois faz o pedido transferência até ter uma vaga onde quer lecionar!

 

E para os médicos era igual: acabavam o curso, iam para onde são necessários, depois ficavam aguardar até poderem ir para onde querem. Há vagas para Bragança? É para Bragança que vão ser médicos! Mas dizem vocês “Ah, mas assim só vão os alunos com notas mais baixas” para estes sítios afastados do litoral. E então? Ter uma nota final de curso mais baixa não implica ser-se mau profissional: é muito fácil decorar textos e definições, mas ensinar e relacionar-se com o ser humano é outra coisa!

 

Na minha profissão somos colocados segundo este princípio: fiquei a meio da tabela, não tinha vaga para onde queria ir, fiz a minha escolha consoante a oferta, no dia em que me apresentei ao serviço meti papel de transferência. Mas a vida dá voltas e acabei por retirar o pedido, ficando em Lisboa, onde tinha sido originalmente colocada. Podemos esperar anos até ter uma vaga onde queremos, mas é uma realidade para a qual já devemos estar preparados, sem dramatizar.

 

Se o Estado estipular que vai precisar de x professores e x médicos, cada aluno que acabe o seu curso já sabe o que o espera!

 

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