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A rapariga do autocarro

26
Fev14

LÁ VAI LISBOA!

As obras em Lisboa são uma coisa caricata.

 

Hoje passamos numa rua acabadinha de ser reabilitada, paralelo novo e reluzente, a estrear. Amanhã já tudo tá virado do avesso, paralelos num monte, escavadora a abrir valas! E conseguem andar semanas naquilo: um a trabalhar e três a olhar, com as mãos nos bolsos ou encostados à picareta!

 

A coisa lá vai andando. Mas quando acabam fica a rua toda torta, paralelos aos altos e baixos, mesmo bons para dar umas escorregadelas e uns trambolhões. Quando já estamos habituados a passar no local, eis que aparece outra empresa a fazer o mesmo.

 

Se antes era a EPAL com as águas, agora vem o gás natural e toca de voltar a abrir tudo outra vez, e chega-mos lá nós e …. What the fuck? Mas a coisa não acaba por ali. Seis semanas mais tarde, a obra lá acaba e a rua fica pior do que o que estava. Quando pensamos que a coisa se vai compor, é a altura de aparecerem mais (!) meia dúzia de homens com coletes refletores munidos de pás e picaretas, umas barreiras protectoras e toca de voltar ao mesmo. Mas que m**** é esta…? Ai agora são as telecomunicações? Hum, muito bem, então ainda faltam os esgotos e mais o quê?

 

Uma coisa é certa lá para os lados da Câmara Municipal fartam-se de trabalhar, é que deve dar mesmo muito trabalho orientar todas estas obras!

24
Fev14

Mania de ser lambona!

Por vezes somos enganados até à quinta casa!

 

Este fim-de-semana lá convenci o meu homem a ir ali para os lados do Campo Pequeno, a um daqueles eventos gastronómicos... Eu e a minha mania se ser lambona!

 

Chegámos e lá fomos comprar o bilhete. Primeiro sinal de alerta que eu devia ter percebido: pagar 10 € só para ter acesso a um recinto com restaurantes! Hummmm… Era quase a mesma coisa que ter de pagar 10€ para ir ali à zona de restauração do Colombo!  Mas mesmo assim, lá fomos nós, todos entusiasmados, cada um com as suas vinhetas de desconto de 1€ em punho, que, generosamente, nos “ofereceram” à entrada!

 

Uma voltinha ao recinto e lá escolhemos os “restaurantes” a visitar. O 1º correu bem: uma entrada por 2€, descontado o euro da vinheta... menos mal... a coisa estava a correr bem. Estava mas por ali ficou.

Todos os pratos mais acessíveis nos outros restaurantes estavam esgotados – muito conveniente – pelo que não tivemos grande alternativa senão escolher dois pratos que parecessem ter bom aspeto... e bora lá!

 

O meu era horroroso. Frio, com carne seca – que provavelmente devia ter sido confecionada já para o almoço do dia anterior – a que juntaram um molho e lá vai disto! Que desilusão. Seguramente nada representativo da cozinha do país a que se propunha. O do meu marido lá escapou, mas nada do que estávamos à espera… medíocre mesmo.

 

E voltámos nós para casa, cheios de fome, depois de lá largar 35€!  É nestas alturas que, se soubéssemos, teríamos ficado em casa a ver uns episódios duma qualquer série e encomendado pizza ou algo do género!

 

23
Fev14

Fujam dos vampiros

Dizem que os vampiros não existem, que são uma invenção de escritores para venderem livros.

 

Errado. Não pode haver pensamento mais errado neste mundo.

 

Os vampiros existem e andam entre nós. São pessoas invejosas, mesquinhas, que adoram falar mal de tudo e de todos. Está sempre tudo mal, ninguém é tão bom quanto eles, os outros são todos uns invejosos, e só eles são um poço de virtudes... o primor da civilização!

 

Podemos estar muito bem-dispostos, mas meia hora de interação com uma pessoas destas e ficamos prontos a entregar-nos ao XANAX. É impressionante como nos conseguem tirar qualquer resquício de ânimo e deixar-nos a alma negra, quase ao ponto de querer trespassá-los nós próprios com uma estaca de madeira. 

 

Não nos sugam o sangue, mas sugam-nos a energia, sugam-nos o humor, a boa disposição. 

 Vocês não sei, mas eu conheço algumas pessoas assim... e fujo delas o mais que posso! 

20
Fev14

Salvem o Bóbi!

Às vezes dou pela minha alma num estado esquizofrénico tal, que só me dá vontade de tentar cortar os pulsos.

 

Hoje no autocarro ia alguém ao telefone, muito exaltado, numa discussão com o interlocutor acerca de um cão que este tinha ido buscar ao refúgio. Do outro lado da linha alguém se queixava que o cão cagava, mijava e ladrava dentro de casa! O passageiro ao meu lado dizia que não podia ser, que tinha de ir fazer queixa à DECO, porque não podem dar cães assim às pessoas. Tens de ir fazer queixa à DECO! em vez de lhe dizer Tens de o ensinar, o pobre bicho não está habituado! ...ou qualquer coisa assim, digo eu, não sei…

 

E ele lá ia dizendo que o dele até se portava mais ou menos, mas também não estava muito satisfeito, porque subia para cima da cama e do sofá… Chegou a uma altura da conversa que achei que estava a ter alucinações, o passageiro continuava a insistir: Vai à DECO! Vai à DECO! Tens que fazer queixa… Coitados dos funcionários da DECO, não terão mais nada que fazer senão ouvir reclamações por causa de um cão que caga, mija, ladra e, certamente, há-de ser mais inteligente que o próprio dono?! Oh my god! Alguém ajude – de facto –  os pobres animais, porque estes “pseudo-donos” deixam muito a desejar….

 

... E assim foram, mais de meia hora a discutir uma forma de se livrarem do desgraçado do bicho!

Eu não sei o que as pessoas procuram quando vão buscar um cão abandonado, mas devem achar que é de peluche e tem botão ON/OFF, porque eu nunca ouvi tamanha estupidez sobre o comportamento dos animais. 

15
Fev14

Tou farta do frio!

Quanto a vocês não sei, mas eu estou cansada de tanto Inverno.

 

Já não aguento mais o frio, a chuva, o vento e a pinga a escorrer no nariz.

 

Nunca um Inverno me custou tanto a passar como este. Só consigo sair de casa de galochas e com casacos até aos pés... E, no entanto, chego ao trabalho a parecer que tomei duche vestida!

O frio obriga-me a andar sempre a tremer, faz-me doer cada osso do meu pobre esqueleto, e depois, como se isso já não bastasse, a chuva vem tocada a vento e não há guarda-chuva que resista, é uma luta que simplesmente não conseguimos vencer!

 

De casa até ao trabalho hoje devo ter visto seguramente mais de 20 chapéus partidos e esventrados pelo vento. Se há alguém que deve estar a galopar de felicidade com este tempo, devem ser os chineses, que nunca na vida pensaram em vender tantos guarda-chuvas como este ano. Até o meu, que eu me orgulhava de nunca me ter deixado mal – há anos que me acompanhava – , ontem, coitado, não resistiu a ferimentos contraídos noutra batalha e definhou por completo.

 

São Pedro, já chega! A sério! Nós acreditamos no teu infinito poder, não precisas insistir mais!

08
Fev14

Há dias assim!

Num destes dias, na paragem do Rato, aconteceu algo que me deixou a duvidar da qualidade dos estupefacientes que andam aí a circular.

 

Ia eu sentada no lugar de co-piloto, logo ali ao lado do motorista, no sentido Marquês > Estrela, quando um jovem, talvez na casa dos vinte, entra no autocarro e pergunta ao motorista:

 - Para apanhar o [autocarro] 20 no sentido contrário, é aqui? - e fez o respectivo gesto com a mão para que não restassem dúvidas para onde queria ir!

 

Oh my God, o meu Tico e Teco ficaram exultantes... afinal não estão sós!

 

Para quem não conhece a paragem do Rato, naquele local a faixa de rodagem é ladeada por dois muros, só com paragens num lado, por isso, apanhar naquele local o autocarro no sentido contrário, seria deveras extraordinário! A juventude está perdida.

 

Se fosse o meu pai, do alto dos seus 84 anos, vindo lá de Santa….do assobio, em que a dúvida que o assola é se passa primeiro o tractor de estrume do “Esquim” ou o Aires com a enfardadeira, ainda dava para perceber, mas um jovem nos dias de hoje…

05
Fev14

A curiosidade mórbida do "Tuga"

Este inverno o mar tem estado particularmente activo, não têm faltado reportagens na televisão sobre o mau tempo e suas consequências na costa portuguesa, muitas vezes acompanhados de avisos para as pessoas não frequentarem zonas de risco. E no entanto o que é que o “tuga” vai logo fazer? Empoleirar-se na primeira rocha que encontra, ultrapassar as zonas vedadas, passear de mão dada com toda a família, claro está com as criancinhas, porque o mar é uma coisa linda de se ver... Especialmente se estiver na eminência de nos arrastar lá para dentro.

Depois quando questionadas pelos repórteres com as perguntinhas da praxe:

 

- Não tem medo de estar aqui?

- Ah não … aqui é seguro!

 

Repito, já estão para lá da fita de segurança colocada pelas autoridades! Santa paciência!

Espanta-me a incúria de certos pais, dá vontade de os esbofetear... mas pronto isto sou eu e este meu mau feitio a falar!

 

Se um dia me virem a fazer tais figuras fica aqui a autorização para tal!

 

Depois são os estragos que se vêem nos apoios de praia. Pessoalmente acho que deviam acabar-se com estruturas fixas em zona de areal, seriam apenas autorizados estabelecimentos que, no fim da época balnear, pudessem ser desmontados e levados para bem longe. Evitavam-se assim muitos dos problemas a que temos assistido. Bares e restaurantes completamente levados pelo mar.

02
Fev14

É bonita sim senhor, mas...

Lisboa ultimamente é uma “papa-prémios”, tem sido sempre a somar! Esta semana foi a CNN que a considerou a cidade mais cool da europa (link: http://edition.cnn.com/2014/01/25/travel/lisbon-coolest-city/)! 

 

Pessoalmente acho que, de facto, são reconhecimentos merecidos. Se há cidade em Portugal com recantos magníficos, restaurantes deliciosos, monumentos magistrais e infinita oferta cultural, é Lisboa! Não sou lisboeta de gema, mas gosto desta cidade. É verdade, já houve tempos em que achava que o que ela tinha de melhor era a placa de sinalização a dizer A1 Norte… tempos que já lá vão. Agora sinto-a como minha.

 

Mas se há uma coisa que me mete confusão é o facto de uma cidade europeia do calibre de Lisboa – capital do país – ter tantos terrenos e espaços abandonados dentro da cidade.

 

Em qualquer percurso que se faça passamos por sítios com ervas daninhas e canaviais a crescer, parques de estacionamento improvisados em montes e vales... Tudo serve para estacionar a viatura! Juro que me mete confusão ver Lisboa assim.

 

Gostava de a ver mais cuidada, gostava mesmo Sr. Presidente.

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